Seu smartphone está ouvindo suas conversas?

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Seu smartphone está ouvindo suas conversas?

Mania de perseguição ou será que nosso celular realmente ouve nossas conversas?

Já sentiu aquela sensação de ter a sua conversa gravada por seu aparelho celular? Abordar um assunto com os amigos ou com a família e, de repente, passar a receber anúncios que tratam exatamente sobre o que foi conversado? Saiba que você não está só. Ultimamente, algumas pessoas se manifestam sobre conversas supostamente gravadas por seus smartphones.

Confirmando estas suspeitas, empresas como Google, Apple, Amazon, Facebook e Microsoft confessaram que utilizam humanos para transcrever trechos de conversas gravadas por seus respectivos assistentes de voz. As denúncias anônimas partiram de funcionários das empresas contratadas para transcrever os áudios. E o que mais motivou as denúncias foi o desconhecimento dos funcionários sobre a origem e o destino dos arquivos transcritos.

A resposta das empresas para o problema, no entanto, não é novidade. Elas alegam que o objetivo é aperfeiçoar o direcionamento de seus anúncios. Além disso, para se defender, também dizem que há a opção de desativar o serviço de buscas por voz dos smartphones.

O Google chegou a declarar que qualquer informação em áudio da empresa só é analisada mediante detecção pelo comando de voz. Para isso, o próprio usuário precisa acionar o assistente por meio do código sonoro “Ei, Google”.

 

A interferência humana

A transcrição destes conteúdos, ainda segundo as companhias, é feita por seres humanos pela necessidade de melhorar o desempenho de Machine Learning. Esta tecnologia depende da ação de programadores que “ensinam” a máquina por meio de exemplos reais. Portanto, o registro de áudio é fundamental para aprimorar os serviços de reconhecimento de voz e interpretação deste material.

Machine Learning

Machine learning: trabalho da máquina, suor humano

A privacidade na internet é assunto recorrente nos dias de hoje. Recentemente, publicamos aqui no Blog da YCORN um artigo sobre o FaceApp, aplicativo famoso por envelhecer o rosto dos usuários, que supostamente estaria omitindo informações sobre privacidade nos Termos e Condições de seus serviços. Clique aqui para conferir.

É importante dizer que a sensação de estarmos sendo seguidos na internet não é de hoje. Conforme as empresas foram investindo em marketing digital, sofisticadas ferramentas foram desenvolvidas para que as companhias encontrassem seu público nas redes e otimizassem seus investimentos em publicidade. Por exemplo, se fizermos uma busca por “preços de sapatos” no Google, é provável que dali para frente, ao acessar um site, sejamos inundados por anúncios de sapatos.

Nas redes sociais, uma curtida em determinado conteúdo pode indicar que você tem interesse naquele assunto e que quer seguir aquela pessoa ou página. Ou seja, não é errado afirmar que nós ajudamos a doutrinar as máquinas e os programas ao indicá-los as nossas predileções.

Se mesmo após a leitura deste artigo você continuar se sentindo perseguido, o jeito é deixar de usar as redes. Afinal, a internet já mostrou que não sabe guardar segredos.

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